O primeiro passo para parar o racismo é entender o que realmente é. Mas isso nem sempre é fácil. Se você não tem certeza do que é o racismo e como ele é, tudo bem. Muitas pessoas ainda tem dúvidas quanto a isso, e não entendem muito bem o que é e quando ele ocorre. Reunimos este guia prático para ajudá-lo a identificar e impedir o racismo.

O que é o racismo?

A história nos dá uma explicação de por que algumas raças enfrentam discriminação e desvantagens. Por exemplo, os índios e os quilombolas, por exemplo, precisam lidar com várias barreiras que outros brasileiros médios não enfrentam. Isso inclui uma expectativa de vida média mais curta, uma taxa de suicídio mais alta e taxas de emprego mais baixas. As razões para isso remontam ao passado colonial brasileiro, quando os indígenas e os quilombolas eram amplamente vistos como inferiores.

Mesmo com tanto tempo tendo se passado desde a colonização, não é uma questão fácil superar o racismo. A superação do racismo é muito mais profunda, envolvendo diversas outras questões.

Instituições e o racismo

As instituições desempenham um papel importante na perpetuação do racismo. Eles incluem escolas, o sistema judicial e organizações como as igrejas.

As instituições e a história trabalham juntas para dar a certos grupos de pessoas uma opinião sobre como o país é construído. Por exemplo, a história da colonização portuguesa significa que nossas leis, escolas e outros órgãos foram moldados pelo grupo dominante, enquanto os índios e quilombolas foram excluídos desse processo.

Isso significava que políticas governamentais racistas aconteciam sem muita resistência do grupo dominante. As altas taxas de mortes de negros e de pessoas de etnias menos privilegiadas são apenas dois exemplos modernos de como o racismo institucionalizado pode moldar políticas racistas que têm efeitos duradouros.

Definição de racismo

O racismo é o preconceito contra a raça e etnia de outra pessoa. (Foto: Time)

Poder e racismo

Examinamos como a história e as instituições aumentam as desvantagens raciais. Mas a maneira mais importante dessas duas coisas trabalharem juntas é criando um desequilíbrio de poder baseado na raça. Não há desequilíbrio de poder em uma troca entre membros da mesma raça. Mas quando uma raça dominante usa determinada linguagem ou faz piadas estereotipadas sobre outra raça que não possui o mesmo poder histórico e institucional, isso é chamado de racismo.

Lembre-se de que não é apenas uma linguagem que pode ser racista. Os estereótipos racistas podem ter um grande impacto em outros aspectos da vida de uma pessoa. Certas raças e culturas são alvos de estereótipos que os pintam como preguiçosos, sujos ou não confiáveis. Isso pode ter um grande impacto em coisas como o emprego ou as oportunidades de moradia.

Políticas públicas geralmente visam proteger os grupos desfavorecidos, buscando equilibrar essas relações de poder. Entretanto, muitos aspectos do poder ainda estão muito presentes na sociedade, e é necessário tempo para acabar com as diferenças ou, pelo menos, reduzi-las.

Dicas sobre como combater o racismo

Entenda o que é isso. A leitura deste guia é uma ótima maneira de começar, mas há muito mais informações importantes por aí. Muitos documentários podem ajudá-lo a entender os diferentes tipos de discriminação racial. Livros, textos, e até a legislação brasileira pode te ajudar a entender casos de racismo e, acima de tudo, evitar que eles ocorram ao seu redor.

O que você acha que é racismo? Como combate o racismo no dia a dia?

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