Durante décadas, a República Popular Democrática da Coréia – mais conhecida como Coréia do Norte – tem sido um dos países mais fechados do mundo. Seu governo não gosta de pessoas de fora do país indo para lá e descobrindo o que está acontecendo. Ele compartilha uma fronteira com um país chamado Coréia do Sul – e os dois países não lidam muito bem há muito tempo.

Um líder norte-coreano não pisa na Coréia do Sul há décadas, e os líderes dos países não se encontravam há muitos anos. Mas isso mudou em abril de 2018, quando o líder norte-coreano Kim Jong-un se encontrou com o presidente da Coréia do Sul Moon Jae-in na fronteira entre os dois países. A reunião foi um momento significativo na história moderna.

Para entender melhor a relação entre os dois países, precisamos olhar para trás, nas últimas décadas, a história desse país secreto.

Quando a Coréia do Norte foi criada?

A Coréia do Norte foi formalmente criada em 9 de setembro de 1948, após o final da Segunda Guerra Mundial, junto com outro país chamado Coréia do Sul. As diferenças políticas entre os dois estados rivais levaram ao início de uma guerra horrível em 1950, que durou três anos. Desde então, a Coréia do Norte e a Coréia do Sul são inimigas.

Como é o governo da Coréia do Norte?

Desde 1948, a Coréia do Norte é governada por três homens da mesma família. Kim Il-sung foi o primeiro líder supremo do país, que esteve no comando até sua morte em 1994. O controle passou ao lado de seu filho Kim Jong-il, que deteve o poder por 17 anos. Em 2011, a Coréia do Norte anunciou o filho de Kim Jong-il, Kim Jong-un, como seu novo líder. Cerca de um milhão de pessoas se reuniram na capital, Pyongyang, para ouvir o anúncio.

Como é a vida na Coréia do Norte?

A Coréia do Norte é o lar de mais de 25 milhões de pessoas, que vivem sob uma forma de regime comunista, que controla estritamente todas as áreas da vida cotidiana.

As pessoas precisam pedir permissão para viajar e é difícil para os visitantes entrarem no país também.

Todas as TVs e rádios são sintonizados nos canais estaduais e as pessoas apanhadas ouvindo transmissões estrangeiras enfrentam punições severas.

Esses controles significam que a maioria dos norte-coreanos pode ter pouca ou nenhuma ideia dos eventos mundiais ou de como seu país é visto pelo mundo exterior.

A maioria dos norte-coreanos é extremamente pobre, com coisas como geladeiras, máquinas de lavar e até bicicletas, sendo difíceis de encontrar.

Muitas pessoas dependem de agências de ajuda, como as Nações Unidas, para fornecer alimentos, porque não há o suficiente para comer no país.

No entanto, os norte-coreanos que exigem mais de seu governo, exigem uma mudança de liderança, ou aqueles que apenas tentam escapar, são brutalmente punidos e às vezes mortos.

Um relatório da Anistia Internacional estimou que centenas de milhares de pessoas foram colocadas em prisões e campos de trabalho porque discordaram do governo.

Os norte-coreanos parecem aplaudir e elogiar seu líder em grandes eventos públicos, mas é difícil saber as razões para isso, porque não é possível falar livremente com as pessoas que moram lá.

O governo norte-coreano diz que é porque Kim Jong-un é muito popular com seu povo.

Desde tenra idade, os norte-coreanos aprendem que seus líderes são como deuses todo-poderosos.

Mas outros argumentam que as pessoas podem estar torcendo por Kim porque estão preocupadas com o fato de que teriam problemas sérios se não o fizessem.

Coréia do Norte

A Coréia da Norte é considerado o país mais fechado do mundo, mas há muita coisa que já foi descoberta sobre a sociedade norte coreana. (Foto: Pnglot)

Por que as pessoas estão preocupadas com as notícias sobre a Coréia do Norte?

Uma das principais questões que viu a Coréia do Norte ser manchete nas notícias é sobre mísseis nucleares.

A Coréia do Norte estava tentando fabricar mísseis nucleares – bombas poderosas que podem causar danos devastadores – que um dia poderão atingir alvos nos EUA.

Não se acreditava que estivesse construindo mísseis que pudessem viajar e atingir o Reino Unido, que fica a cerca de 8.400 quilômetros de distância.

O presidente dos EUA, Donald Trump, enviou navios de guerra e submarinos para a Coréia do Sul, um país que os EUA apoiam há muito tempo, para tentar fazer com que Kim Jong-un pare seus planos de construção de armas.

Em agosto de 2017, a Coreia do Norte disparou um míssil capaz de portar armas, sobre o norte do Japão pela primeira vez. Ele caiu no mar.

Duas semanas depois, o país lançou um segundo míssil sobre o Japão, que voou mais alto e mais longe do que o primeiro. Também caiu no mar.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, considerou a ação uma ameaça “séria” ao seu país.

Em novembro de 2017, a Coréia do Norte afirmou ter testado com sucesso um novo tipo de míssil que poderia atingir todos os países.

O míssil Hwasong-15, descrito como o “mais poderoso” do país, caiu no mar.

Em abril de 2018, o líder da Coréia do Norte anunciou que seu país não executaria mais testes de armas nucleares.

Ele também disse que um local de testes nucleares no norte do país seria fechado.

O presidente Trump twittou que o anúncio era de “boas notícias” para o mundo.

Porém, é de se esperar que as coisas continuem ainda tensas com a Coréia do Norte nos próximos anos, já que a cada nova abertura, o país tende a dar um passo para trás, e dificultar novos diálogos. É importante acompanhar o desenrolar da situação para saber como vai ficar.

Ficou alguma dúvida? Deixem nos comentários as perguntas para que possamos ajudar nos seus estudos!

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