A teoria da evolução de Darwin foi uma grande revolução na forma como vemos o desenvolvimento das espécies. Porém, ela não deixa de ter suas falhas, deixando a desejar em muitos pontos. Preenchendo essas lacunas, a teoria foi expandida e termos como o neodarwinismo surgiram, explicando as lacunas deixadas por Darwin.

O que é a teoria do neodarwinismo?

O neodarwinismo, a versão moderna da teoria da evolução de Charles Darwin por seleção natural, incorpora as leis da genética mendeliana e enfatiza o papel da seleção natural como a principal força da mudança evolutiva. O termo neodarwinismo foi usado pela primeira vez na década de 1880 por August Weismann, um naturalista alemão, que incorporou sua teoria do plasma germinativo na teoria da evolução de Darwin por seleção natural. Weismann defendia a teoria de que o corpo é dividido em células germinativas, que podem transmitir informações hereditárias, e células somáticas, que não podem.

Weismann acrescentou, assim, um mecanismo de hereditariedade diferente da herança de características adquiridas de Jean Baptiste de Lamarck, que preparou o terreno para a redescoberta das leis de herança de Gregor Mendel por Erich von Tschermak, Hugo deVries, Carl Correns e William Bateson, por volta de 1900.

Definição da evolução

O neodarwinismo traz novos aspectos para o darwinismo clássico, tornando a teoria da evolução mais completa. (Foto: BioScience.pk)

A biologia no neodarwinismo passa a considerar a genética

A redescoberta do trabalho de Mendel levou primeiro a uma crítica da teoria da evolução de Darwin, pois a nova escola de Mendelianos (Bateson, DeVries e outros) acreditava que as diferenças de traços discretos entre os indivíduos eram grandes demais para caber na teoria de Darwin de mudança gradual de comportamento. fenótipos.

Outra escola de pensamento que se desenvolveu durante as duas primeiras décadas do século XX envolveu os biométricos (Karl Pearson, Francis Galton e outros), que se opunham à visão dos mendelianos e estudavam pequenas diferenças nas chamadas características quantitativas (por exemplo, corpo tamanho), usando métodos estatísticos e assumindo que a maioria dos genes teve apenas efeitos menores nas características.

A controvérsia entre mendelianos e biométricos foi resolvida por R. A. Fisher em 1918, quando ele mostrou que a herança mendeliana e mudanças graduais nos fenótipos não eram incompatíveis. Nas duas décadas seguintes, Fisher, J. S. B. Haldane e Sewall Wright usaram ferramentas matemáticas para elaborar essa combinação das leis da genética e da teoria da evolução de Darwin, desenvolvendo assim a síntese moderna e o novo campo da genética populacional.

Teoria moderna da evolução

A síntese moderna, que desde então foi chamada de “teoria da evolução neodarwiniana”, logo foi aceita e integrada em diferentes disciplinas biológicas, incluindo genética de populações, anatomia comparada, zoologia, biogeografia, paleontologia e sistemática. Livros influentes, como Genética e a Evolução das Espécies (1937), do biólogo Theodosius Dobzhansky, A Síntese Moderna (1942), do biólogo Julian S. Huxley, Sistemática e a Origem das Espécies (1942), do zoólogo Ernst Mayr e Tempo e Modo de Evolução (1944) do paleontólogo americano George Gaylord Simpson são exemplos desse desenvolvimento e da teoria da evolução neodarwinista como amplamente aceita pelos biólogos contemporâneos.

A evolução do ponto de vista neodarwiniano é definida como mudança genética nas populações ao longo do tempo (descida com mudança), com os organismos modernos sendo descendentes de organismos diferentes anteriores. Além da seleção natural, mutação, desvio genético aleatório (ou seja, flutuações aleatórias nas frequências gênicas devido ao acaso) e fluxo gênico são considerados fatores importantes da mudança evolutiva, sendo a mutação a principal fonte de variação genética.

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